Campanha de Lula busca mudar de assunto após sessão do STF sobre Moraes

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Integrantes da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendem “virar a página” sobre os desdobramentos da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou o relatório da Polícia Federal (PF) citando o ministro Alexandre de Moraes, encerrada sem uma definição.

A avaliação interna do núcleo governista é de que a continuidade do debate favorece o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário na disputa presidencial. A equipe entende que o foco das discussões deve se voltar aos problemas do cotidiano dos cidadãos.

Para tentar frear o avanço do opositor, que apareceu numericamente à frente em recente levantamento do instituto Quaest no segundo turno, os coordenadores petistas optaram por intensificar o contraste entre os mandatos de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Publicações nas redes sociais passaram a enfatizar episódios críticos da administração anterior, incluindo o atendimento durante a pandemia de Covid-19, a fila de populares em busca de ossos e declarações contra mulheres, buscando elevar a rejeição de Flávio Bolsonaro entre indeferentes e estimular o voto antibolsonarista.

Simultaneamente, Lula procura se desvencilhar de vínculos com o magistrado da Suprema Corte sob a premissa de que “ninguém está acima da lei”. Um dia depois da sessão no tribunal, o mandatário declarou que “se cometeu delito, tem que pagar”. Em participação em um podcast, Lula reiterou o distanciamento da indicação: “Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte”.

O coordenador do Grupo Prerrogativas e integrante da coordenação eleitoral, Marco Aurélio de Carvalho, também comentou a atuação do ministro. “Reconheço, louvo e aplaudo os esforços do ministro Alexandre de Moraes para salvar a democracia. Mas era obrigação constitucional dele. Isso não gera salvo-conduto”, afirmou.

A movimentação visa responder à tática do grupo de Flávio Bolsonaro, que busca associar a figura do ministro ao presidente da República como partes de um mesmo projeto político. Nas redes digitais, aliados bolsonaristas têm promovido termos como “Alexandre da Silva” e “Lula de Moraes” para consolidar a ligação direta entre os dois perante a militância.

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