Haddad associa caso Banco Master a Bolsonaro em debate eleitoral em São Paulo

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) utilizou o caso do Banco Master para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante debate promovido pela Band neste domingo (9).

Durante o confronto, Haddad declarou que, se precisasse aconselhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediria para não colocar Roberto Campos Neto no comando do Banco Central. Segundo o candidato petista, o antigo presidente da autarquia entregou o “maior escândalo de corrupção da história do Banco Central”.

Em sua intervenção, Haddad criticou a transição no BC: “O Roberto Campos, que foi nomeado pelo Bolsonaro, entregou no último mês de gestão dele […] uma taxa de juros de 14,25% para ser administrada pelo seu sucessor. Além disso, ele entregou o maior escândalo de corrupção da história do Banco Central, que é o caso Master.”

De acordo com o postulante, o Banco Master foi liquidado por Gabriel Galípolo, nomeado pelo presidente Lula. Haddad afirmou também que a gestão de Campos Neto entregou um conjunto de fintechs “usadas pelo crime organizado”.

Contexto sobre o Banco Master

Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação da instituição financeira devido a um rombo estimado em R$ 47,3 bilhões. A derrocada expôs o que investigadores consideram a maior fraude financeira da história recente do país.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o banco adotava ativos com valores distorcidos e imóveis superfaturados para inflar seu patrimônio líquido. A instituição captava bilhões de reais de investidores que confiavam na garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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