Integrantes do PT envolvidos na campanha de Fernando Haddad em São Paulo avaliam que Guilherme Derrite (PP) configura a principal ameaça à tentativa de eleger Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) para as duas vagas disponíveis no Senado. Na visão dos correligionários, o ex-secretário de Segurança Pública obteve vantagem inicial na disputa por ser um nome mais reconhecido pelo eleitorado estadual.
Sondagens eleitorais divulgadas em 11 de setembro refletem o equilíbrio da disputa. No levantamento do instituto Paraná Pesquisas, Marina registrou 30,4%, Tebet obteve 29,5% e Derrite alcançou 28,9%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,4 pontos percentuais no cenário estimulado. Na mesma sondagem, André do Prado (PL) somou 19,3%, seguido por Ricardo Salles (Novo), com 16,4%.
Já os números apurados pelo Datafolha, divulgados na mesma data, posicionaram Marina e Tebet na liderança numérica com 13% das intenções de voto cada. André do Prado figurou na sequência com 11%, superando numericamente Derrite, que registrou 10% da preferência dos entrevistados.
Para a campanha petista, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda carece de amplitude de conhecimento popular, apesar das expectativas de crescimento com o início da propaganda eleitoral em rádio e televisão. A estratégia da legenda governista visa atrelar a figura de Prado à imagem de Tarcísio como fiador político.
Por outro lado, integrantes do PT avaliam que a passagem de Derrite pela Secretaria de Segurança Pública confere ao candidato uma plataforma de fácil assimilação junto à população, concentrando discursos e materiais de campanha em uma pauta de forte apelo eleitoral.