Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, voltaram a se reunir nesta sexta-feira (25) na Casa Branca, em Washington, após uma reunião bilateral realizada no dia anterior. O encontro encerra uma agenda de três dias voltada a reduzir as tensões entre as duas principais economias do mundo.
Na ocasião, Trump recebeu o líder chinês para uma tradicional cerimônia do chá, mantendo um tom amigável. De acordo com a programação oficial, os dois mandatários também realizam uma visita ao Arquivo Nacional norte-americano acompanhados das primeiras-damas.
Mais cedo, o presidente norte-americano classificou o diálogo bilateral como “muito produtiva” e afirmou que “coisas tremendas acontecerão”, sem fornecer detalhes técnicos das deliberações. Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, os líderes discutiram a situação de Taiwan, o que provocou críticas formais por parte do governo taiwanês.
Em pronunciamento sobre as diretrizes da relação entre os países, Xi Jinping declarou: “O presidente e eu somos como duas pessoas traçando a rota para o grande navio das relações entre a China e os EUA. Quando o presidente visitou a China em maio, concordamos com a visão de construir uma relação construtiva e de estabilidade estratégica entre os dois países. Desta vez, concordamos em agregar novo conteúdo a essa relação — uma relação construtiva e de estabilidade estratégica baseada no respeito, na justiça e na reciprocidade. Assim, percebe-se que as perspectivas para essa relação se tornarão ainda mais brilhantes.”
Durante a recepção oficial com honras de Estado na quinta-feira (24), que contou com revista às tropas e sobrevoo do bombardeiro B-2 Spirit, os mandatários indicaram disposição mútua para cooperar. O líder chinês ressaltou que as duas nações devem evitar cenários de atrito. “A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si”, declarou Xi, complementando que “os interesses da China e dos Estados Unidos estão profundamente entrelaçados, e há muito espaço para trabalharmos juntos”.
Outro ponto abordado foi a inteligência artificial, tema que Trump indicou como prioridade do encontro. Enquanto os Estados Unidos têm acelerado investimentos e pesquisas no setor para manter vantagem competitiva em relação a Pequim, Xi Jinping enfatizou a necessidade de controle normativo global. “Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e gerir a IA para o bem e garantir que o desenvolvimento da IA permaneça sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas”, ponderou o governante chinês.
Apesar da viagem aos Estados Unidos durante o período da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Xi Jinping não discursará no plenário internacional, optando por concentrar esforços em negociações bilaterais diretas.