Trump ofereceu venda de armas dos EUA a Xi Jinping, afirma embaixador

Redação
Colunista
2 leitura mínima
Créditos/Reprodução Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a venda de armamentos norte-americanos para Taiwan em diálogo com o líder chinês, Xi Jinping, e questionou se Pequim teria interesse em adquirir equipamentos bélicos dos EUA. A informação foi divulgada pelo embaixador norte-americano na China, David Perdue, durante entrevista ao programa “Fox News Sunday”.

Segundo o diplomata, Trump tratou o fornecimento militar a Taipei como uma transação comercial rotineira entre as várias conduzidas por Washington globalmente. Perdue relatou a postura do republicano ao abordar as negociações em andamento: “Mas o presidente Trump continua dizendo: ‘Olha, nós vendemos armas para outros países ao redor do mundo'”, afirmou o embaixador. “Ele chegou até a perguntar ao presidente Xi, em certo momento, se ele gostaria de comprar algumas.”

A declaração ocorreu após a visita de Estado de Xi a Washington, realizada entre quarta e sexta-feira da semana anterior, com recepção na Casa Branca. Questionado sobre preocupações de congressistas republicanos e democratas a respeito de atrasos no envio de pacotes de ajuda militar à ilha, Perdue rejeitou a tese de que Washington estaria retendo armamentos para agradar a Pequim. Ele declarou que Trump “defende Taiwan com tanta firmeza quanto qualquer pessoa que já vi”.

O embaixador não detalhou em que momento a sugestão de venda à China foi feita. Qualquer transação desse tipo representaria uma mudança profunda na política externa norte-americana e geraria riscos de transferência de tecnologia a um adversário geopolítico.

Pequim considera Taiwan uma província rebelde e pressiona pela suspensão das transações militares dos EUA, que são legalmente obrigados a prover meios para a autodefesa da ilha. Durante reunião privada na Casa Branca, Xi reiterou a exigência de que os EUA se oponham à independência taiwanesa, segundo a imprensa estatal chinesa. Em maio anterior, após encontro entre ambos em Pequim, o governo norte-americano havia suspendido um pacote bélico de US$ 14 bilhões destinado a Taiwan, ocasião na qual Trump classificou as vendas como uma “carta de negociação muito boa”.

Compartilhe este artigo