Mahmoud Abbas discursa na Assembleia Geral da ONU e denuncia ações de Israel

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou nesta quinta-feira (24) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), onde denunciou o que chamou de “esquema colonialista” de Israel nos territórios palestinos. Abbas fez um apelo à comunidade internacional para impedir novos episódios de violência contra a população local.

A fala foi transmitida em vídeo aos presentes no plenário, em Nova York, porque o líder palestino não obteve visto de entrada concedido pelo governo dos Estados Unidos. Abbas criticou a decisão da gestão Donald Trump, afirmando que a negativa de entrada para ele e sua comitiva descumpre as obrigações norte-americanas como país-sede da organização multilateral. Em 2024, sob a administração Joe Biden, ele havia participado presencialmente, mas teve o visto negado em 2025 e novamente em 2026.

Durante o pronunciamento, Abbas argumentou que a ocupação e a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia fragmentam a região. Ele declarou: “O que está ocorrendo em Gaza, Cisjordânia e em Jerusalém ocupada não são incidentes separados. Israel está realizando um esquema colonialista e maligno com objetivo de dificultar as vidas de palestinos em sua terra e apagar a presença palestina. (…) Não deixem outra Nakba nem outros massacres ocorrerem”. O termo Nakba remete ao êxodo de aproximadamente 700 mil palestinos na guerra árabe-israelense de 1948.

A manifestação ocorre em meio à escalada de tensões na Cisjordânia, com avanços sobre a área E1 — cenário que gerou sanções do Reino Unido e de outros 11 países —, e diante de um impasse nas negociações na Faixa de Gaza sobre desarmamento do grupo Hamas e retirada de tropas israelenses. Na mesma semana, o Conselho da Paz anunciou US$ 2,45 bilhões para a reconstrução do enclave.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também tem discurso programado para a mesma sessão da Assembleia Geral. Ele adiantou que pretende defender as ações das tropas de seu país e manifestar críticas ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

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