A possibilidade de submeter ao plenário físico a controvérsia referente a uma informação mentirosa sobre Nossa Senhora Aparecida gerou uma nova divisão entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com apuração da CNN Brasil.
O presidente da corte, Edson Fachin, sinalizou a intenção de agendar a análise do caso para quarta-feira (30), embora ainda não tenha formalizado a marcação da sessão. A iniciativa busca conter decisões conflitantes entre magistrados e apresentar uma posição colegiada rápida para diminuir o clima de tensão institucional.
Inicialmente, alas do tribunal avaliavam que o tema deveria ser solucionado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preferencialmente em sessão virtual. Contudo, após a escalada da disputa para o STF, um grupo de ministros passou a defender que o plenário presencial deve definir se houve risco à liberdade de expressão em decisão tomada pelo ministro André Mendonça.
Por outro lado, magistrados consultados pela CNN Brasil apontam receio de que um debate ao vivo e presencial amplie o desgaste público da corte às vésperas do primeiro turno eleitoral, sugerindo que o adiamento para a semana seguinte seria o caminho mais adequado. Há a avaliação de que Fachin precisará conduzir os trabalhos com pulso firme para evitar disputas de caráter político durante a sessão.
O tribunal enfrenta atritos internos recentes marcados por decisões revogadas entre integrantes, debates ásperos, vazamento de documentos e desentendimentos públicos, quadro intensificado após a divulgação de relatório por Mendonça com menções a suposta ligação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.