Maior doador da eleição financia 13 candidatos eleitos e 14 derrotados

Redação
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O empresário Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da Cosan, consolidou-se como a pessoa física com o maior volume de doações para campanhas eleitorais até o momento. De acordo com levantamento do g1, ele destinou R$ 6,6 milhões a 38 destinatários diferentes, resultando na vitória de 13 candidatos no primeiro turno, enquanto 14 foram derrotados.

Os recursos distribuídos pelo empresário foram divididos em quatro categorias principais:

  • Eleitos: 13 nomes (9 deputados federais e 4 deputados estaduais), com repasses de R$ 1,70 milhão;
  • Não eleitos: 14 concorrentes (10 postulantes à Câmara dos Deputados e 4 a assembleias legislativas), somando R$ 1,95 milhão;
  • Diretórios partidários: 8 entidades (1 diretório nacional e 7 estaduais), que receberam R$ 2,5 milhões;
  • Suplentes: 3 candidatos em assembleias legislativas estaduais, com repasse total de R$ 450 mil.

O levantamento aponta que o empresário direcionou doações diretas prioritariamente ao Poder Legislativo, sem repasses a disputas para o Senado ou Presidência da República. Entre as legendas, o PSD foi o mais contemplado em número de repasses, com 5 doações, seguido por PL e Republicanos, com 4 cada. O PP foi a sigla que obteve a maior quantia financeira. O rol de beneficiados inclui ainda PT, MDB, Podemos, PSDB, PSB e Novo.

Geograficamente, mais de um terço dos recursos teve como foco candidaturas do estado de São Paulo. Outros estados com presença expressiva foram Mato Grosso, Paraná e Sergipe, sendo que este último concentrou R$ 1 milhão distribuídos entre três candidaturas.

Detalhamento das doações individuais

Entre os eleitos, destacam-se Pedro Lupion (Republicanos-PR) e Gustinho Ribeiro (PP-SE), que receberam R$ 300 mil cada; Carlos Alberto Zarattini (PT-SP) e Luciano Pimentel (PL-SE), com R$ 200 mil cada; além de Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), Carla Morando (PSD-SP), João Bacelar Filho (PL-BA), Sergio Souza (MDB-PR) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), contemplados com R$ 100 mil cada. Repasses de R$ 50 mil foram feitos a Carlos Avallone (PSDB-MT), Capitão Alden (PL-BA), Coronel Roveri (Podemos-MT) e Franco Sardelli (PL-SP).

No grupo de suplentes, constam João Junior (Democratas-MG), com R$ 200 mil; João Barroso Filho (PSDB-CE), com R$ 150 mil; e Eduardo Botelho (MDB-MT), com R$ 100 mil.

Entre os não eleitos, figuram Levi Oliveira (PP-SE), com R$ 500 mil; Marcel Rangel Cruz de Oliveira (PSD-PR), com R$ 300 mil; Antonio Carlos Rodrigues (Podemos-SP), com R$ 200 mil; Mateus Simões (PSD-MG), com R$ 150 mil; além de repasses de R$ 100 mil para José Dirceu (PT-SP), Jéssica Riva (MDB-MT), Hugo Leal (PSD-RJ), Onyx Lorenzoni (PP-RS), Marco Vinholi (Republicanos-SP) e Thiago Virgílio (Republicanos-RJ). Doações de R$ 50 mil foram atribuídas a Alex Lacerda (PSB-SP), George Hato (MDB-SP), Rodini (Novo-SP) e Luiz Dalben (PSD-SP).

Nos diretórios partidários, a Direção Nacional do MDB recebeu R$ 1 milhão; o Republicanos de Mato Grosso obteve R$ 600 mil; o PL de Tocantins, R$ 300 mil; o PP de Mato Grosso do Sul, R$ 200 mil; o PSD de Minas Gerais, R$ 150 mil; o PL de Pernambuco e o Republicanos do Paraná, R$ 100 mil cada; e o Podemos de Mato Grosso, R$ 50 mil.

Regras de financiamento de campanha

Segundo informações de Márcio Nogueira, especialista em Direito Eleitoral e Digital e presidente da OAB-RO, qualquer pessoa física pode doar recursos de forma identificada e rastreável até o dia do pleito. Após a votação, a captação só é permitida para quitar dívidas contraídas durante a campanha.

Nogueira explica que as doações financeiras têm limite correspondente a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior. No caso de cessão de bens ou serviços próprios (estimáveis em dinheiro), o limite padrão é fixado em até R$ 40 mil; ultrapassado esse patamar, aplica-se o teto de 10% da renda bruta, com valores compatíveis com o mercado.

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