Secretária de imprensa de Donald Trump deixa o cargo após menos de uma semana

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

A secretária de imprensa do governo dos Estados Unidos, Katie Zacharia, deixou a função nesta sexta-feira (16), após passar menos de uma semana no posto, segundo informações divulgadas pelo jornal The New York Times e pela emissora Fox News, com base em fontes da Casa Branca.

Até a publicação deste relato, a administração federal norte-americana não havia confirmado formalmente o desligamento. Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou ter dito a Zacharia que ela deveria reconsiderar a permanência na liderança da comunicação do governo, pontuando que “talvez o cargo não seja para ela”. Trump declarou ainda que conversaria com a colaboradora.

Zacharia, que é ex-comentarista da Fox News, assumiu a função em substituição a Karoline Leavitt, que renunciou em agosto com a finalidade de se dedicar à família. Em sua estreia na sala de imprensa, na terça-feira, a nova porta-voz demonstrou nervosismo e respondeu a perguntas de apenas três profissionais de imprensa.

Questionamentos sobre formação e licença jurídica

Apresentada inicialmente por Donald Trump como advogada, Zacharia, de 41 anos, passou a ter suas credenciais contestadas. Embora tenha obtido o diploma de bacharel em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, o título acadêmico não autoriza o exercício da profissão sem a aprovação no exame da ordem profissional.

Em entrevista concedida à Fox News na quinta-feira (15), o apresentador Sean Hannity perguntou: “A senhora fez o exame da ordem, mas não foi aprovada, correto?”. Zacharia confirmou: “Sim”. Questionada se havia tentado uma segunda vez, respondeu: “Não fiz”. Ela complementou: “Tive quatro filhos em seis anos” e “Nunca foi minha intenção exercer a advocacia”.

Anteriormente, em entrevista à emissora Real America’s Voice, Zacharia justificou que estava “distraída e sobrecarregada” com planos de mudança para o exterior na época do teste e disse que “muitas pessoas do setor” indicaram que ela estaria apta para o trabalho jurídico. Na ocasião, afirmou também que “os resultados são, de certa forma, irrelevantes, porque eu sabia que não precisaria do título de advogada na China”, além de sustentar que sua atuação previa “oferecer análises jurídicas, não consultoria jurídica”.

As declarações motivaram a organização de ética política Campaign for Accountability a acionar formalmente a Ordem dos Advogados da Califórnia na quarta-feira para solicitar a abertura de uma apuração. A entidade afirmou em comunicado à imprensa que, “na Califórnia, intitular-se advogado sem licença não é um exagero; é crime”.

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