Avaliação de Lula permanece estável durante a campanha eleitoral

Redação
Colunista
3 leitura mínima
Créditos/Reprodução Internet

Pesquisas de intenção de voto divulgadas desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, não registrou melhora nos índices de avaliação do seu governo. O cenário contrasta com o desempenho histórico de outros chefes do Executivo que disputaram mandatos consecutivos, segundo levantamento feito pelo g1 com base na série histórica do Datafolha.

No levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em uma quinta-feira (24), a administração de Lula registrou 34% de avaliação positiva (ótimo ou bom), 40% de avaliação negativa (ruim ou péssimo) e 24% de regular. No início da campanha, a taxa de ótimo e bom estava em 33%, oscilando para 31% e 32% nas primeiras semanas de setembro antes de atingir os atuais 34%.

Durante o período eleitoral, o presidente assinou uma medida provisória proibindo jogos online como “Tigrinho” e apostas eletrônicas, medida criticada pelo senador Flávio Bolsonaro, que a chamou de “estelionato eleitoral”. No dia 18, o governo também anunciou reajuste no Bolsa Família.

Comparativo histórico

De acordo com a série do Datafolha iniciada em 1987, Fernando Henrique Cardoso (1998), Lula (2006) e Dilma Rousseff (2014) ampliaram seus percentuais de aprovação entre o início da campanha e a votação do primeiro turno. FHC passou de 38% para 43%; Lula foi de 38% para 47% (chegando a 53% antes do segundo turno); e Dilma subiu de 32% para 39% (atingindo 42% no segundo turno).

Em 2022, Jair Bolsonaro variou de 30% para 31% no primeiro turno, subindo para 38% na segunda etapa após medidas econômicas e reajustes sociais. Bolsonaro foi o único a alcançar o primeiro turno com desaprovação superior à aprovação e o único a não conquistar a reeleição.

O g1 destaca que, até 2014, a campanha durava 90 dias, tendo sido encurtada para 45 dias a partir das alterações legais em 2016.

Análise de especialistas

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a estabilidade na avaliação constitui o “principal calcanhar de Aquiles da campanha de Lula”. O cientista político explica que a campanha amplia cobranças e que governos dependem de mensagens sintonizadas com o eleitorado para converter avaliações regulares em positivas.

Já o cientista político Antônio Lavareda observa que o período eleitoral costuma oferecer palanque para expor realizações, mas pondera que o chamado caso Master tem desviado o foco da opinião pública na disputa atual.

Compartilhe este artigo