Moraes determina buscas em ação da PF ligada a vazamento para repórter

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou mandados de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão apontado pela Polícia Federal (PF) como fonte do jornalista Luís Pablo. A operação foi cumprida nesta terça-feira (11) e está ligada a reportagens sobre o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares.

De acordo com informações do Jornal Nacional e de outros veículos de imprensa, a identificação de Cutrim ocorreu após os investigadores analisarem conversas encontradas em equipamentos do jornalista apreendidos em março. Agentes teriam localizado diálogos entre o repórter e um contato registrado como “Secretário Raimundo Cutrim”. A medida envolve uma questão protegida pelo artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, que garante o sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.

A assessoria do STF confirmou à CNN que a diligência foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo tramita em segredo de Justiça, e a íntegra da decisão não está disponível para consulta pública.

Segundo a PF, Cutrim teria repassado ao jornalista informações e imagens obtidas em sistemas de acesso restrito. O material teria sido utilizado em matérias que questionaram a utilização de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão. Luís Pablo já havia sido alvo de busca e apreensão em 10 de março, ocasião em que teve celulares e computadores apreendidos.

Na mesma ação realizada nesta terça-feira, o advogado Diogo Diniz Lima, ex-secretário municipal em São Luís, também foi alvo de buscas. A investigação apura uma transferência de R$ 100 mil relacionada a Luís Pablo para determinar se o pagamento teve ligação com publicações do blog. O jornalista afirma que o valor não tem relação com seu trabalho nem com matérias sobre Dino.

A defesa de Cutrim declarou ver a nova medida com “estranheza e preocupação”, alegando não ter tido acesso integral aos autos e questionando a exposição do ex-secretário como fonte de um profissional de imprensa. Já a assessoria de Flávio Dino negou qualquer uso irregular dos veículos, afirmando que um carro blindado foi disponibilizado a pedido da área de segurança do STF, por meio de acordo de cooperação. A equipe do ministro acrescentou ainda que veículos particulares de Dino e de seus familiares foram monitorados, o que motivou novos pedidos de proteção.

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