Os governos da China e da Rússia condenaram formalmente a decisão dos Estados Unidos de manter armamentos posicionados no espaço. A manifestação ocorreu após as autoridades americanas admitirem em público, pela primeira vez, a existência de armas na órbita terrestre.
O secretário da Força Aérea dos Estados Unidos, Troy Meink, declarou que esses dispositivos têm a finalidade de proteger as forças conjuntas contra potenciais ações hostis de nações adversárias. A autoridade, contudo, não detalhou o modelo do armamento em operação nem o período em que os equipamentos foram enviados ao espaço. Conforme informações da imprensa norte-americana, os recursos poderiam ser utilizados para neutralizar satélites adversários que interfiram nas operações espaciais dos Estados Unidos.
Historicamente, os Estados Unidos acusam Moscou e Pequim de ampliarem investimentos em tecnologias voltadas à interferência orbital. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia qualificou as alegações como infundadas. Uma porta-voz da pasta afirmou: “Na busca de seus interesses mesquinhos, Washington está ignorando as consequências catastróficas de um conflito armado em órbita”.
De modo semelhante, o governo chinês criticou a postura de Washington e condenou o que classificou como “militarização do espaço”. Grande parte da infraestrutura global atual depende de redes de satélites em órbita para serviços de comunicação, vigilância e defesa, razão pela qual diversos países têm ampliado estratégias de proteção desses ativos, sem necessariamente posicionar armas em órbita.
Desde 2019, o governo norte-americano conta com a “Força Espacial”, estrutura militar criada durante a gestão de Donald Trump como o sexto braço das Forças Armadas do país, cujo slogan institucional declara que “O céu não é o limite”.