Crise no STF adia conclusão de inquérito da PF sobre o Banco Master

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

A Polícia Federal (PF) precisou alterar seu cronograma e adiou o encerramento do primeiro inquérito do Banco Master, considerado a investigação principal do caso. Inicialmente previsto para ser finalizado até o fim de setembro, o procedimento que apura fraudes bancárias atribuídas a Daniel Vorcaro foi paralisado em decorrência de uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a paralisação dos trabalhos, a tendência é que a entrega do relatório final ocorra somente após as eleições, o que também impacta o andamento de desdobramentos futuros da apuração. Os investigadores projetavam a conclusão entre agosto e setembro por entenderem que já existem elementos comprobatórios das fraudes cometidas na tentativa de negociação da instituição financeira com o BRB, o banco estatal de Brasília.

Para esta etapa inicial, a Polícia Federal prevê solicitar o indiciamento de Daniel Vorcaro, do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e de servidores do Banco Central que teriam repassado informações privilegiadas ao proprietário do Master.

Depoimentos e apuração sobre ameaças

Estão agendados para esta quarta-feira (30) os depoimentos de Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, na sede da PF. As oitivas buscam esclarecer as atividades de um grupo denominado “Turma”, apontado nas investigações como responsável por intimidar pessoas consideradas adversárias pelo empresário.

Registros obtidos em aparelhos celulares indicam planos de agressões físicas, inclusive com jornalistas entre os alvos. Segundo a apuração, o grupo teria sido estruturado por Daniel Vorcaro sob o comando de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que morreu em uma cela da corporação em Belo Horizonte após ser detido em operação policial. A investigação aponta o pai do banqueiro como responsável por pagamentos a Mourão, acusação da qual Henrique Vorcaro nega qualquer participação.

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