O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo com dirigentes de grandes empresas de inteligência artificial (IA) para estabelecer um modelo de autorregulação voluntária. A medida prevê a criação de mecanismos de segurança e supervisão diante da crescente preocupação pública com os desdobramentos da expansão dessa tecnologia no país.
O encontro ocorreu na Casa Branca e reuniu representantes de Google, OpenAI, Meta, X (antigo Twitter), Nvidia e Anthropic. Durante a reunião, as empresas assinaram um termo de compromissos voluntários. “Acreditamos que cada empresa é responsável por desenvolver sua própria tecnologia com segurança e de uma forma que construa confiança com os clientes e o público”, afirma o documento conjunto.
Entre as diretrizes acordadas, está a implementação de controles internos para fiscalizar os sistemas de IA e impedir acessos e invasões acidentais a redes de terceiros. Recentemente, um sistema da OpenAI acessou indevidamente a base de dados do serviço de saúde pública da Austrália, episódio classificado pela empresa como involuntário. O pacto também estipula a formação de equipes internas dedicadas, auditorias externas e a criação de comitês independentes de supervisão.
A gestão republicana segue rejeitando a criação de marcos regulatórios legais imediatos para o setor, mesmo sob demanda de parte da indústria. O texto assinado aponta que, futuramente, pode ser cabível transformar tais etapas em leis ou normas oficiais, postergando intervenções estatais diretas.
Além dos debates sobre cibersegurança, impacto no mercado de trabalho e riscos de fraudes digitais, o encontro abordou a ampliação dos data centers. O segmento tem enfrentado resistência em certas comunidades norte-americanas devido ao elevado consumo de recursos como água e energia elétrica. Trump defendeu a infraestrutura e afirmou que os empreendimentos trarão vantagens econômicas e sociais locais.
Na mesma data, Trump também formalizou uma Ordem Executiva que determina o uso do termo “superinteligência” em substituição a “inteligência artificial” em documentos oficiais da administração federal.