Durante agenda pública em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou a apoiadores e declarou que prefere ter sua atuação comparada à do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e não à do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ao abordar o cenário político, Lula solicitou uma avaliação aos presentes: “Quando vocês forem votar, quero que vocês façam uma reflexão. Não quero ser comparado com o Flávio, que ele não é ninguém. Quero ser comparado com o pai dele, que foi presidente da República”.
No pronunciamento citado pela publicação, o presidente também atribuiu a Jair Bolsonaro envolvimento nos atos de 8 de Janeiro e mencionou planos contra a sua vida, a do vice-presidente Geraldo Alckmin e a do ministro Alexandre de Moraes. O texto original reporta que a Polícia Federal localizou documentos sobre tais ações, ressaltando que não há provas da participação de Bolsonaro. A matéria original menciona ainda uma suposta condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 27 anos de prisão.
Na mesma viagem ao interior mineiro, Lula cumpriu compromissos com o deputado federal Patrus Ananias (PT) e com as pré-candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (Psol). Durante a atividade, rejeitou articulações informais de voto conjunto com o deputado federal Aécio Neves (PSDB).
“Não tem essa de fazer dobradinha entre Marília e Áurea com Aécio ou outro candidato qualquer”, declarou o mandatário. Ao criticar o ex-governador e recordar o pleito presidencial de 2014 em relação a Dilma Rousseff, Lula afirmou: “Nunca vi um homem ofender tanto uma mulher”.