Escritório de Flávio Bolsonaro usa mesma contabilidade ligada a caso do ‘Careca do INSS’

Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Ligação foi revelada em notas fiscais de serviços advocatícios do senador.

O escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, utiliza os serviços da mesma firma de contabilidade associada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A conexão foi exposta em 22 de julho, por meio de notas fiscais de serviços advocatícios do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, conforme revelado por uma coluna jornalística.

A ligação contábil foi identificada a partir do cabeçalho de uma das notas fiscais emitidas pelo escritório do senador. Nela, consta um e-mail com o domínio “joyce@vogasc.com.br”, que pertence à Voga Serviços Contábeis. Esta empresa é de propriedade de Alexandre Caetano dos Reis, um contador que também possui associação com Antônio Carlos Camilo Antunes. Além disso, dados da Receita Federal apontam Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre, como “administradora” do escritório de Flávio Bolsonaro.

As notas fiscais em questão revelam que o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu três documentos no valor de R$ 500 mil cada, destinados a empresas utilizadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Dessas, duas notas foram posteriormente canceladas, enquanto a terceira não apresenta registro de cancelamento. Essa transação é um dos elementos que trouxe à tona a conexão com a Voga Serviços Contábeis e seus proprietários.

A relação de Alexandre Caetano dos Reis com o “Careca do INSS” é detalhada no relatório final da CPMI do INSS, que o aponta como responsável técnico pela Brasília Consultoria Empresarial SA, considerada a principal empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes. O documento da CPMI afirma que Alexandre Caetano dos Reis exerce funções contábeis em empresas diretamente relacionadas ao núcleo empresarial de Antônio Carlos Camilo Antunes. Em dezembro passado, Alexandre Caetano dos Reis foi preso pela Polícia Federal, por decisão do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal, no âmbito das apurações relacionadas às empresas e aos serviços contábeis vinculados ao caso. Adicionalmente, Alexandre também presta serviços contábeis a empresas do senador Weverton Rocha (PDT-MA), e um de seus filhos atuou como assessor do PDT no Senado, sob a liderança de Weverton Rocha.

Diante das revelações, a campanha de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar o caso no início da tarde de 23 de julho. No entanto, até o fechamento da apuração, nenhuma manifestação ou posicionamento oficial do senador havia sido informado. A ausência de um esclarecimento por parte do senador mantém a questão em aberto, enquanto os detalhes da ligação contábil continuam a ser objeto de análise.

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