Irmãos Batista consolidam retorno ao topo do mercado global de carnes

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Os empresários Wesley e Joesley Batista, controladores da multinacional JBS, consolidaram o retorno ao topo dos negócios globais e da diplomacia após anos marcados por investigações na Operação Lava Jato. Segundo dados divulgados no programa Good Bad Billionaire, do BBC World Service, cada um dos irmãos possui atualmente um patrimônio estimado em US$ 5,7 bilhões.

A trajetória da família teve início em 1953, quando José Batista Sobrinho abriu um açougue em Anápolis (GO). O negócio expandiu-se com a transferência de operações para Brasília e a fundação da Friboi em 1972. Wesley e Joesley assumiram a gestão das unidades de abate ainda na juventude, liderando um plano de aquisições que culminou na mudança da sede para São Paulo em 2004 e na alteração da marca para JBS em 2007, após a oferta pública inicial de ações.

A expansão internacional contou com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A JBS adquiriu a argentina Swift-Armour em 2005 e a norte-americana Swift & Co. em 2007 por US$ 1,4 bilhão. Conforme os registros históricos, até 2014 a estatal brasileira detinha cerca de 35% das ações da empresa, período em que o grupo adquiriu dezenas de concorrentes no exterior, incluindo a Pilgrim’s Pride.

Em 2017, no âmbito da Operação Lava Jato, os irmãos assinaram um acordo de delação premiada no qual confessaram o pagamento de cerca de US$ 200 milhões em propinas a quase 1,9 mil políticos, segundo os depoimentos prestados ao Ministério Público Federal (MPF). Contudo, a divulgação involuntária de áudios e a investigação por uso de informação privilegiada (insider trading) resultaram na decretação de prisão preventiva dos empresários. O grupo JBS estabeleceu um acordo para o pagamento de multa de US$ 3,2 bilhões ao longo de 25 anos.

Após o cumprimento das medidas cautelares e a absolvição das acusações de insider trading pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2023, Wesley e Joesley retornaram ao conselho de administração da JBS em 2024. Em 2025, a empresa concretizou a listagem de suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e ampliou a atuação internacional, apesar de sanções recentes enfrentadas nos Estados Unidos e no Brasil por questões trabalhistas e ambientais.

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