Tornado no Paraná atingiu ventos de até 332 km/h, confirma Simepar

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que o tornado que atingiu o município de Piraí do Sul, nos Campos Gerais do Paraná, no dia 8 de agosto de 2026, foi classificado na categoria F3 da Escala Fujita. O evento meteorológico registrou rajadas de vento estimadas entre 253 km/h e 332 km/h.

Segundo o órgão meteorológico, a análise integrada com imagens de radar, aerofotogrametria por drone e vistorias de campo constatou um rastro contínuo de destruição de ao menos 17,3 quilômetros pela zona rural do município, atingindo áreas como Jararaca, Fundão e Boa Vista.

De acordo com a Defesa Civil estadual, pelo menos 500 pessoas foram afetadas pela passagem do tornado e uma pessoa ficou ferida. Houve registro de árvores arrancadas pela raiz, destruição de residências e danos severos a granjas, barracões e estruturas agropecuárias de produtores rurais.

O Simepar detalhou as condições atmosféricas que geraram o fenômeno:

“A formação da supercélula que originou o tornado teve como “combustível” a presença de ar quente e úmido vindo do Norte do Brasil devido à atuação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai. O deslocamento de uma frente fria pelo Sul do país intensificou a umidade, e o cisalhamento do vento, ou seja, aumento e/ou mudança de direção do vento em relação à altura, entre a tarde e o início da noite do dia 8 de agosto favoreceu a formação de tempestades organizadas no Oeste, Centro Sul e Campos Gerais, com ambiente favorável para ocorrência do tornado”.

Registro de tornados em 2026

Este evento em Piraí do Sul representou o 10º tornado confirmado no estado do Paraná em 2026 até meados de agosto. O histórico do ano inclui:

  • Janeiro: registro de um F1 em Mercedes e um F2 em São José dos Pinhais e Piraquara;
  • Fevereiro: um tornado F0 em Foz do Iguaçu;
  • Junho: seis tornados em três dias, com destaque para um F2 em Reserva, ocorrências F1 em Nova Cantu, Turvo, Laranjeiras do Sul e Inácio Martins, além de um sem classificação em Cruz Machado;
  • Agosto: um F3 em Piraí do Sul.

Metodologia de classificação

No Brasil, o Simepar adota a Escala Fujita tradicional para estimar a gravidade dos eventos com base nos estragos gerados. O cálculo da velocidade do vento considera a força aplicada por pelo menos três segundos nas estruturas danificadas.

A reconstrução do trajeto e a análise técnica contaram também com a colaboração de registros da população local. Conforme destacou o Simepar:

“Imagens enviadas pela população, feitas no momento da passagem do fenômeno, ajudaram a compreender a formação, intensificação, deslocamento, interação com a superfície e dissipação do tornado. Os vídeos e visitas à campo também foram importantes para compreender a movimentação de detritos, deformação da vegetação e deslocamento de objetos”.

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