Aliado de Flávio Bolsonaro defende radicalização política em meio a novas denúncias

Redação
Colunista
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Créditos: Foto/Divulgação

Paulo Figueiredo propõe resgate da estratégia de 2018 para a direita.

Em meio a novas denúncias envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o influenciador Paulo Figueiredo, um de seus principais aliados políticos, defendeu publicamente a radicalização da direita como estratégia. A proposta foi apresentada durante uma transmissão ao vivo, sugerindo que a solução para o atual cenário político não reside em explicações, mas sim na intensificação do confronto e na mobilização digital.

A defesa da radicalização por Figueiredo surge no momento em que Flávio Bolsonaro enfrenta um crescente desgaste provocado por recentes revelações. Estas envolvem seu escritório de advocacia e figuras investigadas no caso Banco Master, gerando uma sucessão de notícias negativas que demandam esclarecimentos políticos e aumentam o escrutínio público sobre o parlamentar.

Durante a live, Paulo Figueiredo fez um apelo para que a direita recupere o “espírito de 2018”, período em que a campanha de Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais como uma ferramenta de guerra política. Essa estratégia foi caracterizada pela disseminação de memes, ataques a instituições, desinformação e um discurso permanente de confronto. Figueiredo expressou nostalgia por essa época, descrevendo a comunicação como “autêntica” e “orgânica”, impulsionada por apoiadores nas plataformas digitais.

Essa abordagem, segundo Figueiredo, consolidou um ambiente digital de polarização extrema, teorias conspiratórias e ataques às instituições democráticas, culminando na tentativa de golpe contra a democracia após as eleições de 2022. Ele exaltou o estilo “sem filtro” de Jair Bolsonaro e o “politicamente incorreto” como marcas da extrema direita, defendendo que a militância retome o domínio da cultura digital por meio da mobilização espontânea.

Paralelamente, as denúncias contra Flávio Bolsonaro incluem a emissão de duas notas fiscais de R$ 500 mil cada, em 7 de abril de 2025, pelo seu escritório de advocacia para a Copenhagen Assessoria e Consultoria, que foram canceladas no mesmo dia. A Copenhagen tinha como diretor Artur Figueiredo, gestor da administradora de fundos Trustee DTVM. Tanto a Trustee quanto Artur Figueiredo são citados em investigações sobre o Banco Master, sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras. Em resposta, Flávio Bolsonaro declarou nas redes sociais que desistiu de prestar os serviços advocatícios à empresa, justificando o cancelamento das notas fiscais antes de qualquer serviço ou pagamento.

Diante do aumento do escrutínio público e das acusações, o círculo próximo ao senador Flávio Bolsonaro parece inclinar-se para a mesma fórmula que marcou o bolsonarismo. A estratégia consiste em transformar investigações em narrativas de perseguição, mobilizar a militância nas redes sociais e intensificar o discurso de confronto, em vez de fornecer esclarecimentos políticos sobre as acusações que pesam contra ele e seu escritório.

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