A possibilidade de uma eventual vitória presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gera mais temor entre os eleitores brasileiros do que a reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados são de uma pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (29), que aponta 46,6% dos eleitores receosos com a eleição do senador, contra 44,6% que temem a recondução de Lula ao Palácio do Planalto. O levantamento foi realizado em todo o país.
A diferença entre os dois cenários é de dois pontos percentuais, colocando Flávio Bolsonaro com um índice de receio ligeiramente superior. A margem de erro do estudo é de um ponto percentual, para mais ou para menos, indicando que os percentuais de temor para ambos os nomes estão próximos dentro do intervalo estatístico. Além disso, 8,7% dos entrevistados afirmaram temer igualmente a eleição de Flávio Bolsonaro e a reeleição de Lula, enquanto apenas 0,2% não souberam responder à pergunta.
A pesquisa foi conduzida pela Atlas/Bloomberg, também identificada como AtlasIntel/Bloomberg, e entrevistou um total de 5.021 eleitores brasileiros. O trabalho de campo para a coleta de dados foi realizado entre os dias 22 e 27 de julho, abrangendo um período de cinco dias para a obtenção das respostas dos participantes.
Para garantir a representatividade, o instituto utilizou um método de recrutamento digital aleatório, alcançando eleitores em todas as regiões do país. O levantamento possui um intervalo de confiança de 95%, o que reforça a confiabilidade dos resultados apresentados. A pesquisa foi financiada com recursos do próprio instituto, sem dependência de fontes externas para sua realização.
Em conformidade com as regulamentações eleitorais, o estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08602/2026. Os resultados oferecem um panorama sobre a percepção do eleitorado em relação a possíveis cenários presidenciais futuros, destacando a polarização e a divisão de opiniões entre os votantes brasileiros diante de nomes proeminentes na política nacional.