O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi flagrado em Washington, durante o funeral do senador republicano Lindsey Graham, em uma interação que aparentava ser de comando com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. As imagens, que mostram Netanyahu gesticulando e aparentemente dando instruções aos dois importantes membros da administração americana, rapidamente ganharam destaque nas redes sociais.
A cena ocorreu em um momento de intensa atenção sobre a influência de Netanyahu em setores do governo americano. A presença do líder israelense em Washington coincidiu com a continuidade da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, que tem sido alvo de crescentes críticas internacionais devido ao elevado número de vítimas civis.
Durante a cerimônia fúnebre, que também contou com a presença do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e de outras autoridades americanas e estrangeiras, a postura de Netanyahu diante de Rubio e Hegseth chamou a atenção. As imagens mostram o primeiro-ministro israelense em uma atitude que muitos interpretaram como de comando, reforçando a percepção de sua influência sobre figuras-chave da política externa e de defesa dos EUA.
O contexto da visita de Netanyahu a Washington é marcado pela escalada do conflito em Gaza. No fim de semana anterior, ataques israelenses resultaram na morte de dois oficiais da estrutura de segurança do Hamas na cidade de Deir al-Balah: o coronel Wael Musa al-Ladawi e o major Ramez Tawfiq Abu Zureiq, conforme noticiado pela Reuters. Dias antes, outros bombardeios israelenses haviam causado a morte de pelo menos 12 palestinos, incluindo seis membros de uma mesma família, segundo informações de equipes médicas locais.
A repercussão das imagens de Netanyahu com os secretários americanos sublinha a complexidade das relações diplomáticas e a intensa pressão internacional sobre a situação em Gaza. A demonstração pública de aparente influência do líder israelense sobre altos funcionários dos EUA, em meio à crise humanitária e às críticas globais, adiciona uma camada de análise sobre a dinâmica geopolítica atual e os desdobramentos futuros do conflito.