Empresas estatais da China compram 1 milhão de toneladas de soja dos EUA

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Empresas estatais da China adquiriram entre 14 e 16 carregamentos de soja dos Estados Unidos no dia 31 de julho, somando cerca de 1 milhão de toneladas do grão, de acordo com informações da agência de notícias Reuters. Cada lote contém cerca de 65 mil toneladas, com embarques previstos para outubro.

As compras foram efetuadas predominantemente pela Sinograin, empresa pública chinesa fundada em 2000. A transação ocorreu após uma redução nos preços da commodity e antecede a visita planejada do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos, prevista por Donald Trump para o dia 24 de setembro. Segundo o operador de uma empresa global do setor, “Além disso, a aproximação da visita de Xi Jinping aos Estados Unidos reforça o interesse da China em ampliar as compras de soja americana dentro dos compromissos assumidos com Washington”.

A operação se insere na competição entre Brasil e Estados Unidos pela preferência do mercado chinês. O Brasil permanece como o principal fornecedor de soja para a China, enquanto o governo norte-americano tenta elevar sua fatia de mercado por meio de acordos comerciais. Em outubro do ano anterior, a Casa Branca reportou que a China havia concordado em importar 25 milhões de toneladas anuais de soja dos EUA até o fim de 2028. No entanto, antes das negociações do final de julho, os chineses haviam importado pouco mais de 4 milhões de toneladas de soja americana em 2026.

De acordo com fontes do mercado citadas pela Reuters, as estatais pagaram um prêmio de US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro da Bolsa de Chicago para as cargas expedidas pelo Golfo dos EUA. Para os embarques via Noroeste do Pacífico, o prêmio ficou em US$ 3,00 por bushel. O contrato mais negociado da commodity registrou queda de 5,2% na semana.

Consultadas pela agência de notícias, as estatais Sinograin e Cofco não se manifestaram sobre as aquisições. Na mesma sexta-feira, a Sinograin comercializou cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada ofertadas em leilão, medida avaliada por agentes de mercado como um movimento para liberar espaço em seus estoques para a chegada das novas cargas norte-americanas.

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