O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estabeleceu o dia 15 de agosto como prazo-limite para a definição do companheiro de chapa em sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. A escolha ocorre em meio ao isolamento formal do partido, provocado pela decisão de bancadas partidárias do Centrão em manter neutralidade no primeiro turno das eleições.
De acordo com o panorama político do pleito, siglas como MDB, PSDB/Cidadania, Progressistas (PP), União Brasil, Republicanos e Podemos optaram por não formalizar coligações no primeiro turno. A ausência de apoio oficial implica na perda de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, além da redução do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão e do enfraquecimento de palanques regionais.
Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro alega que quadros individuais, a exemplo do governador Tarcísio de Freitas e do senador Cleitinho, integrarão sua campanha de forma independente das diretrizes de suas respectivas legendas.
Entre as tratativas para a composição da chapa, o senador buscou o apoio da senadora Tereza Cristina (PP). Sobre a indicação, o parlamentar afirmou: “A Tereza Cristina é um quadro excepcional […] O convite foi feito, ela aceitou e agora estamos nas conversas para saber se o partido vai avançar”. Contudo, a senadora manteve o posicionamento alinhado à neutralidade de seu partido, impedindo a aliança formal.
Após o recuo do Progressistas, o nome de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e atual integrante do Republicanos, passou a ser citado pelo candidato como alternativa tática para a formação da chapa.