Flávio Bolsonaro acena a eleitoras em SP e volta a criticar ministros do STF

Redação
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Flávio Bolsonaro

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, durante o evento “Café Entre Elas”, realizado em Itapetininga (SP), que pretende indicar mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito. No mesmo discurso, realizado no sábado, o parlamentar fez críticas ao comportamento de integrantes da Corte e abordou temas de segurança e política nacional.

De acordo com o candidato, o próximo presidente da República terá a responsabilidade de indicar quatro integrantes para o tribunal. Durante a atividade organizada pela deputada Simone Marquetto (PP-SP), Flávio declarou: “O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro”.

O parlamentar também defendeu o cumprimento das normas por membros do Judiciário, afirmando que “a lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do STF” e que “quem descumprir a lei vai pagar por isso”. Ele acrescentou críticas sobre a atuação política de magistrados: “Se ministro do Supremo quer fazer política, vamos responder na política. Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata. Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata.” O candidato não mencionou nomes específicos nem explicou de que forma se daria a responsabilização em eventual governo.

A promessa sobre a presença feminina no STF ocorre em um contexto no qual a Corte possui apenas uma ministra em exercício, Cármen Lúcia. Historicamente, apenas Ellen Gracie e Rosa Weber também ocuparam cadeiras no tribunal. Segundo informações da Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou três homens em seu atual mandato, sendo que uma das indicações, a de Jorge Messias, foi rejeitada pelo Senado, deixando a vaga em aberto.

A agenda em Itapetininga integra o esforço do PL para reduzir a rejeição ao nome do senador entre o eleitorado feminino. Para a disputa eleitoral, a chapa definiu o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. Em suas agendas públicas, Flávio passou a ser acompanhado pela esposa, Fernanda Bolsonaro, e comentou recentemente sobre a convivência familiar e a importância do segmento feminino.

Além das pautas direcionadas às mulheres, o discurso reuniu lideranças conservadoras e religiosas. Flávio relembrou o atentado a faca contra o pai em 2018 e associou o ato à esquerda — embora investigações da Polícia Federal tenham concluído que Adélio Bispo atuou sozinho. O candidato defendeu o armamento da população, a classificação de facções de narcotráfico como organizações terroristas e fez críticas à gestão do governo federal.

Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes indeferiu um pedido de autorização excepcional para que Flávio e os irmãos visitassem Jair Bolsonaro na data do Dia dos Pais. Em reação à decisão, o candidato manifestou-se em redes sociais afirmando que a situação “tem dia e hora para acabar”.

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