Renan Santos propõe intervenção federal em estados sem cooperação na segurança

Redação
Colunista
4 leitura mínima
Créditos/Reprodução Internet

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu a aplicação de intervenção federal nos estados que não colaborarem com as medidas de enfrentamento ao crime organizado, caso seja eleito. A declaração foi feita no domingo (27), durante entrevista coletiva em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no Centro de Salvador, em cumprimento de agenda eleitoral com apoiadores. O postulante não forneceu detalhes sobre como executaria a ação.

“Eu quero colaborar com todos os governadores, não importa a cor ideológica, se é vermelho, se é azul, se é amarelo e preto. Agora, não colaborou, nós vamos meter uma interferência, uma intervenção no estado. Eu preciso dos governadores atuando conosco, ou o Governo Federal vai atuar”, declarou o candidato.

Na ocasião, Renan Santos indicou a segurança pública como um dos eixos centrais de sua plataforma governamental e apontou a Região Nordeste como área prioritária para coibir facções criminosas, além de manifestar planos voltados à economia regional.

“O Nordeste tem dois problemas gravíssimos. Um é a dependência que as família têm de políticas existenciais e a outra é a destruição do tecido social por causa do crime organizado. De um lado, nós temos que levar desenvolvimento econômico, ou seja, vou cortar muita despesa do Governo Federal, para transformar em desenvolvimento e infraestrutura, que vai atuar muito na parte de energia, que tem um potencial gigantesco, e na destruição das facções, do crime”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a situação específica da Bahia, o político relatou ter sofrido intimidações após comentar episódios de violência no estado. De acordo com o postulante, integrantes de grupos criminosos que não se renderem ou que atentarem contra forças de segurança sofrerão combate rigoroso.

“O que eu vi aqui na Bahia, porque eu já gravei vídeos aqui em Salvador, é que é humilhante para as pessoas que moram. As pessoas que moram nas comunidades vivem uma vida opressiva. O crime organizado não permite usar certas marcas de roupa. Quando eu vi, achei que era piada. Quando começaram a surgir os primeiros casos que a pessoa fazia um símbolo ou colocava uma roupa e era morta, eu falei: ‘Ah, é exagero’. E não é. Eu recebi ameaças depois disso”, pontuou.

Em outro momento, o candidato descartou apoiar Luiz Inácio Lula da Silva ou Flávio Bolsonaro, afirmando que trabalhará para alcançar o segundo turno da disputa eleitoral. Ele também dirigiu críticas aos dois adversários, citando menções em apurações referentes ao Banco Master.

Renan Santos também reiterou sua oposição às plataformas de apostas eletrônicas e afirmou pretender vetar o setor no país. “Nós vamos proibir todas as bets no Brasil. As bets se tornaram uma praga para lavagem de dinheiro, mesmo as legalizadas. Uma praga ligada ao endividamento e à destruição da cabeça dos brasileiros. Infelizmente, essa foi uma liberdade que foi trazida para as pessoas e que vem tornando as pessoas viciadas, vem fazendo mal”, disse, além de criticar a condução de medidas sobre a área tomadas pelo governo federal durante o calendário eleitoral.

Compartilhe este artigo