Marco Rubio nega envolvimento do governo Trump na fuga de Flávio Bolsonaro

Redação
Colunista
2 leitura mínima
Créditos/Reprodução Internet

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste sábado (31) que o governo de Donald Trump não teve envolvimento direto na saída do senador Flávio Bolsonaro para território norte-americano. A declaração foi concedida durante a coletiva de imprensa de encerramento da reunião de ministros das Relações Exteriores do G20.

Questionado sobre uma possível assistência das autoridades norte-americanas, Rubio rejeitou a participação institucional nas etapas de deslocamento do parlamentar. “Nós não facilitamos nada. Recebemos a informação de que ele tinha chegado nos Estados Unidos. Ele já teve um visto, e o presidente tomou a decisão de permitir sua entrada no país. Mas não participamos de nenhum dos preparativos que ele fez para sua partida. O governo dos Estados Unidos não esteve diretamente envolvido em nenhuma das movimentações realizadas”, disse o secretário.

A declaração ocorre após publicações da imprensa norte-americana apontarem que Jason Miller, funcionário da Casa Branca, teria providenciado o avião particular que realizou o transporte de Flávio Bolsonaro e de seus familiares a partir da Argentina. Os relatos jornalísticos citados não especificam se Donald Trump tinha conhecimento ou se aprovou a operação.

A cúpula de chanceleres do G20 terminou em impasse e sem a divulgação de um comunicado conjunto, ofuscada por tensões referentes ao conflito militar entre Rússia e Ucrânia. A foto oficial do encontro foi cancelada após cerca de um terço das delegações presentes ameaçar não comparecer devido à presença do ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

Na sexta-feira (30), ocorreu o primeiro contato formal entre as delegações de Washington e Brasília, em reunião de curta duração entre Marco Rubio e o chanceler brasileiro. O representante norte-americano também informou que manterá um novo encontro com Mauro Vieira nos dias 9 e 10 de novembro, durante a cúpula do G7 sediada na França.

Compartilhe este artigo