China testa pagamentos por QR Code no Brasil integrados ao Pix

Redação
Colunista
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Union Pay Pix

A empresa chinesa UnionPay iniciará um projeto-piloto para permitir que usuários de sua plataforma realizem compras via QR Code em estabelecimentos brasileiros conectados à rede do Pix. A informação foi divulgada pelo Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro e reportada pela Folha de S.Paulo. O anúncio, contudo, não detalha a data de início da operação nem a instituição brasileira participante.

O teste será restrito ao aplicativo da UnionPay e a estabelecimentos vinculados à sua rede. Plataformas de pagamentos populares na China, como Alipay e WeChat Pay, não integram a iniciativa. Segundo a reportagem, a medida não representa uma ligação direta entre a infraestrutura central do Pix e o sistema chinês, operando por meio de intermediários privados responsáveis pela conversão cambial e liquidação.

A aproximação entre as estruturas teve início em julho de 2025, durante a cúpula do Brics realizada no Rio de Janeiro, quando a UnionPay International e o ICBC Brasil assinaram um memorando para transações transfronteiriças. Apesar do acordo de cooperação financeira mantido entre Brasil e China desde 2025, o projeto atual não foi apresentado como resultado formal dessa articulação entre os bancos centrais.

Até o momento, o Banco Central do Brasil não definiu regras públicas para a integração direta do Pix com redes estrangeiras. Questões como conversão de moedas, responsabilidade em fraudes, tratamento de dados e governança seguem pendentes. De acordo com o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, a internacionalização de sistemas de pagamento exige acordos prévios sobre tecnologia, câmbio e governança.

A movimentação chinesa ocorre em meio a atritos com o governo dos Estados Unidos. Em julho, a administração de Donald Trump incluiu o Pix entre as justificativas para aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, alegando que a atuação do Banco Central como regulador e operador do sistema geraria vantagem competitiva indevida contra empresas privadas norte-americanas — argumento contestado no Brasil. Criado em 2020, o Pix conta com mais de 170 milhões de usuários pessoas físicas e registrou mais de 7 bilhões de transações em maio de 2026.

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