Flávio Bolsonaro e Lula avançam para o segundo turno da disputa presidencial

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A definição foi confirmada na noite de domingo (4), com base na divulgação parcial da apuração realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Com 99,99% das urnas totalizadas, Flávio Bolsonaro atingiu 47,03% dos votos válidos, somando 56,1 milhões de votos. O presidente Lula alcançou 45,16%, registrando 53,8 milhões de votos.

Distribuição regional dos votos

Flávio Bolsonaro obteve a maioria dos votos em 15 unidades da federação: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Tocantins e Roraima.

Lula venceu em 12 estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá e Amazonas.

Trajetória de Flávio Bolsonaro

Nascido em 1981 no município de Resende (RJ), Flávio Nantes Bolsonaro é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. É bacharel em direito pela Universidade Candido Mendes e especialista em ciência política pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Flávio iniciou sua carreira política em 2002, quando conquistou uma vaga de deputado estadual pelo PP no Rio de Janeiro, permanecendo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) até 2015. Em 2016, concorreu à prefeitura da capital fluminense pelo PSC. Em 2018, foi eleito para o Senado Federal pelo PSL com mais de quatro milhões de votos.

Trajetória de Lula

Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva concorre pela sétima vez à presidência da República, em busca do seu quarto mandato no Palácio do Planalto. Natural de Caetés (PE), mudou-se para São Paulo aos sete anos de idade e concluiu formação técnica de torneiro mecânico aos 15.

Com atuação destacada no meio sindical, participou da fundação do PT em 1980. Foi eleito deputado federal constituinte em 1986. Disputou as eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, vencendo os pleitos de 2002 e 2006. Em 2018, teve sua candidatura impugnada pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa após condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, permanecendo detido por 580 dias. Em 2019, recebeu nova condenação referente ao caso do sítio de Atibaia. Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações, restabelecendo seus direitos políticos. Em 2022, venceu Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições gerais.

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