Moraes nega ida de Bolsonaro a consultório da nora e determina atendimento na PM

Redação
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a receber atendimento odontológico, mas rejeitou a solicitação para que a consulta fosse realizada no consultório particular de sua nora. Segundo a decisão, o procedimento deverá ocorrer nas dependências do Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal, sob escolta policial.

Moraes determinou que os detalhes de data e horário sejam definidos em conjunto entre os advogados de defesa e o subdiretor do Núcleo de Custódia da PMDF, tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes. O ministro também estipulou que as informações de agendamento sejam mantidas sob sigilo, autorizando o cancelamento imediato da consulta em caso de divulgação prévia.

De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a defesa havia requerido autorização para Bolsonaro deixar a prisão domiciliar temporariamente na sexta-feira (21), às 14h, com destino a um consultório situado no Lago Sul, em Brasília. A profissional indicada para o atendimento era a dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A petição solicitava que a saída ficasse restrita exclusivamente ao trajeto, ao procedimento e ao retorno à residência.

Ao fundamentar a negativa para o deslocamento ao consultório privado, o ministro apontou a ausência de urgência, ressaltando que o pedido fora protocolado no dia 14 de agosto para uma consulta prevista para o dia 21.

O senador Flávio Bolsonaro cumpre atualmente uma restrição de 90 dias sem poder visitar o pai, medida imposta após a divulgação de uma carta na qual o ex-presidente o apresentava como porta-voz e declarava apoio à sua candidatura. Moraes também proibiu visitas que tenham finalidade político-eleitoral até a conclusão do período eleitoral.

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