A Igreja Universal do Reino de Deus deu início a uma mobilização religiosa de 52 dias denominada “Desafio de Neemias”, cuja conclusão está programada para o dia 4 de outubro, data em que ocorrerá o primeiro turno das eleições de 2026. A campanha estabelece tarefas diárias aos fiéis por meio de um aplicativo e inclui temáticas voltadas ao cenário sociopolítico, como “guardiões da família”, “governantes contra o povo” e “sob o jugo de tiranos”.
A duração da iniciativa faz referência à narrativa bíblica do Antigo Testamento sobre Neemias, que conduziu a reconstrução das muralhas de Jerusalém em 52 dias. No formato adotado pela denominação, cada meta cumprida e registrada digitalmente pelo participante simboliza uma “pedra” adicionada a uma “muralha espiritual”.
A coordenação do projeto conta com a atuação do bispo Alessandro Paschoall, líder do projeto Arimateia — setor da igreja voltado à conscientização política que defende a participação ativa dos membros na vida pública. No lançamento, em vídeo gravado em Jerusalém, o religioso abordou o fechamento de templos durante a pandemia de Covid-19, classificando as restrições sanitárias adotadas por estados e municípios como um “direito violado” que não deve se repetir.
Além dos debates sobre governança, o roteiro reserva o 45º dia para o tema “fake news”, termo habitualmente empregado pela instituição ao rebater críticas e reportagens da imprensa. A mobilização coincide com a consolidação da influência política da denominação, que mantém laços com o partido Republicanos — atualmente alinhado ao PL em disputas estaduais — e preserva espaço institucional e repasses de emendas na gestão de Tarcísio de Freitas em São Paulo.