Relatório da PF aponta cobrança de Vorcaro por repasses a escritório de esposa de Moraes

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Um relatório da Polícia Federal, cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou conversas em que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, classificava o contrato com o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, como a prioridade máxima de sua instituição.

De acordo com o documento, Vorcaro cobrava agilidade de seus colaboradores para evitar atrasos nas transferências. Em diálogo com o sócio Angelo Silva, o banqueiro manifestou descontentamento com uma demora: “Não pagaram Barci de Moraes. Não to entendendo isso”, escreveu, complementando em seguida: “É o contrato mais importante que temos. Te pedi para não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”.

O relatório detalha que, em 8 de fevereiro de 2024, Vorcaro solicitou ao cunhado, Fabiano Zettel, o envio do documento contratual assinado e questionou sobre a data do repasse inicial. No mesmo dia, Angelo Silva remeteu um comprovante de transferência no valor de R$ 3.422.268,14 emitido pelo Banco Master para a conta do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advocacia no banco Itaú.

Registros adicionais apontam que, em 15 de março de 2024, Fabio Faria enviou uma mensagem a Vorcaro afirmando que “o careca não pode atrasar”. Logo após, o banqueiro acionou Angelo Silva e uma funcionária identificada como “Romy Banco Master”, reiterando: “É o pgto mais importante que temos”. Na sequência, uma nova transferência de R$ 3.422.268,14 foi confirmada por Romy, enquanto Silva informou que faria a operação de forma antecipada e que “depois pegamos a NF”.

O documento da corporação cita novas movimentações nos meses seguintes. Em julho de 2025, novas mensagens registraram outra transferência de R$ 3.422.268,14. Já em 1º de outubro de 2025, Alberto Felix comunicou a Vorcaro a liquidação de outro pagamento, ocasião em que o banqueiro orientou que as quantias não fossem transferidas via Pix, justificando: “Não é bom”.

Ao todo, o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci alcançava a cifra de R$ 131 milhões. O ministro Alexandre de Moraes realizou edições no teor do documento antes de sua assinatura formal.

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