O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou sua presença na final da Copa do Mundo, que será disputada neste domingo (19) entre as seleções da Espanha e da Argentina. A informação foi divulgada na última quinta-feira pela secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que destacou a importância da participação presidencial no evento.
A presença de Trump no jogo decisivo já havia sido antecipada no início dos jogos, quando o presidente da Fifa, Gianni Infantino, mencionou que o republicano participaria do encerramento do torneio e que ambos entregariam o troféu à seleção vencedora. Uma foto de Trump e Infantino posando com o troféu no Salão Oval, na Casa Branca, datada de agosto de 2025, já circulava. Apesar de o futebol não ser um dos esportes mais populares nos EUA, a participação presidencial em grandes eventos é comum. No entanto, Trump não compareceu à partida de abertura da Copa, entre os EUA e o Paraguai em Los Angeles, gerando especulações sobre um possível receio de ser vaiado, como ocorreu na final da NBA.
A relação de Donald Trump com o campeonato tem sido marcada por controvérsias. Uma das polêmicas mais notáveis ocorreu quando o presidente solicitou diretamente a Gianni Infantino que suspendesse um cartão vermelho aplicado a um atacante da seleção americana. Este pedido gerou debates sobre a autonomia das decisões esportivas frente à influência política.
A direção da Fifa acatou o pedido, retirando os efeitos da decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus. Como resultado, o jogador Folarin Balogun foi liberado para a partida contra a Bélgica, na qual os americanos foram derrotados por 4 a 1. A anulação do cartão, contudo, provocou reações negativas por parte de entidades esportivas internacionais, como a União Europeia e a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), que criticaram a Fifa, alegando que as decisões sobre o esporte devem pertencer exclusivamente às entidades esportivas, e não a políticos.
O comissário europeu para assuntos de esporte, Glenn Micallef, expressou a preocupação de que “influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte”. Ele enfatizou que o foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos, reforçando a importância da independência das instituições esportivas.