Estados unidos impõem nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros

Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Medida eleva sobretaxa total para 37,5% em parte das exportações.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, confirmou nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre uma vasta gama de produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor na madrugada desta sexta-feira, 24 de julho de 2026, às 0h01 no horário de Washington (1h01 em Brasília), representa um aumento significativo nas barreiras comerciais para as exportações do Brasil.

Esta nova taxa é imposta no âmbito de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) relacionada a alegações de trabalho forçado. A decisão se soma a uma sobretaxa anterior de 25% que já havia sido implementada na quarta-feira, 22 de julho de 2026, intensificando a pressão sobre o comércio bilateral entre os dois países.

Com a aplicação cumulativa das tarifas, parte das exportações brasileiras passará a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%. Segundo cálculos da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), esta medida afetará cerca de 3 mil produtos brasileiros, totalizando 12,5 bilhões de dólares em exportações anuais para os Estados Unidos. Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a 10,7 bilhões de dólares, os efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em um dos níveis mais elevados de taxação aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais.

Apesar da abrangência, o governo norte-americano estabeleceu exceções para 471 produtos, distribuídos em 20 grandes categorias. Entre os itens que ficaram de fora deste novo tarifaço estão produtos essenciais como café, madeira, petróleo, gás, fertilizantes e diversos produtos alimentícios, incluindo derivados do açaí. Também foram isentos resíduos de alumínio, equipamentos para fabricação de semicondutores e ingredientes farmacêuticos.

Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, enfatizou a gravidade da situação, afirmando que “A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%.” Ele ressaltou a importância da diplomacia para reverter o cenário, concluindo que “A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados.” A entrada em vigor dessas taxas reforça a urgência de um diálogo para mitigar os impactos econômicos sobre o Brasil.

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