PF mira Mario Frias e assessores em operação sobre desvio de emendas

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (10) 49 mandados de busca e apreensão na Operação Make Up. A ação investiga suspeitas de desvios de recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, a investigação atinge 29 pessoas, incluindo o deputado federal Mario Frias (PL), seu ex-chefe de gabinete Raphael Augusto Azevedo e os assessores André Velloso Belleza Cortes e Luiz Claudio Faria Velloso, que atuam como secretários parlamentares na Câmara dos Deputados. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou medidas cautelares contra os 29 investigados, como a proibição de manterem contato entre si e a retenção de passaportes com proibição de saída do país.

Conforme a PF, o esquema apurado envolveria agentes públicos e privados que direcionavam verbas parlamentares a empresas subcontratadas sem a devida comprovação da execução dos serviços. A decisão judicial autorizadora, contudo, não detalhou a atuação individual de cada investigado.

Entre os nomes listados no inquérito está Raphael Augusto Azevedo, que já havia sido citado em apuração anterior sobre suspeita de “rachadinha” no gabinete parlamentar de Frias, envolvendo transferências bancárias de uma ex-funcionária. Atualmente, ele não integra o quadro da Câmara.

A operação também teve como alvo prestadores terceirizados ligados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização detentora de contrato de pontos de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo. Entre os investigados com conexões a esse contrato estão Karina Ferreira da Gama, responsável pelo ICB e pela produtora Go Up; Wemerson Marinho da Gama; o casal André e Débora Feldman; William Silva Ferreira; e Alex Leandro Bispo dos Santos.

Procurados pela reportagem da TV Globo, Mario Frias e a defesa de Karina Ferreira da Gama não responderam aos contatos. Em maio, o deputado afirmou em manifestação enviada ao STF que as emendas destinadas a organizações não governamentais não tiveram como destino “qualquer produção cinematográfica”.

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