Toffoli levou Caso Master ao STF após PF descartar autoridades com foro

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todos os processos da Operação Compliance Zero e do Banco Master fossem enviados à Suprema Corte um dia após a Polícia Federal (PF) apontar a ausência de pessoas com prerrogativa de foro na apuração.

A manifestação dos investigadores, datada de 2 de dezembro de 2025, integra os documentos cujo sigilo foi suspenso pelo ministro André Mendonça na noite de quinta-feira (10). No relatório, a corporação informou ter realizado um filtro detalhado no material apreendido, abrangendo celulares e aparelhos eletrônicos.

“Até o momento, após filtro minucioso sobre os elementos de prova coletados, inclusive no que toca a celulares e equipamentos eletrônicos, não foram encontrados qualquer indício de prova quanto à prática de crimes por pessoas politicamente expostas ou autoridades com prerrogativa de foro”, afirmou a PF no documento oficial. A corporação destacou ainda que o foco permanecia apenas na apuração de eventuais delitos financeiros.

No dia 3 de dezembro, Toffoli ordenou que o caso saísse das instâncias inferiores e ficasse concentrado no STF sob sua condução. Na respectiva decisão, o ministro alegou a intenção de “evitar vazamentos que pudessem prejudicar as apurações” e, dias mais tarde, estabeleceu sigilo máximo sobre o processo.

O magistrado havia sido designado relator de uma reclamação protocolada pela defesa de Daniel Vorcaro em 28 de novembro de 2025, cinco dias antes de determinar a centralização dos inquéritos. Posteriormente, em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria devido a suspeitas de envolvimento com Vorcaro, ocasião em que André Mendonça assumiu a condução do processo por sorteio.

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