Artigo aponta desgaste entre líderes evangélicos e família Bolsonaro após eleições

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Uma análise publicada pelo antropólogo Juliano Spyer na Folha de S.Paulo aponta indícios de distanciamento entre lideranças evangélicas e o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o texto, divulgado no sábado (31), o pastor Silas Malafaia expressou críticas contundentes aos filhos de Jair Bolsonaro por meio de mensagens enviadas a interlocutores, as quais acabaram vazando para a imprensa.

Segundo o relato do antropólogo, Malafaia teria se referido aos filhos do ex-mandatário com termos depreciativos após a publicação de uma carta atribuída a Flávio Bolsonaro (PL). O texto de Spyer sustenta que lideranças religiosas manifestam descontentamento antigo com a forma como a família lida com as igrejas, acusando-a de tratá-las como redutos eleitorais. Conforme a coluna, havia preferência desses líderes pelo nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos), opção que teria sido desconsiderada pela cúpula bolsonarista.

O artigo também menciona que, para setores do meio religioso, as alegações de fraude eleitoral promovidas por figuras políticas têm sido vistas com ceticismo. Spyer afirma que líderes como o bispo Teo Hayashi têm defendido o respeito ao resultado das urnas que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo considerando o desfecho desfavorável.

Ainda de acordo com a análise, o comportamento dos pastores reflete uma postura de distanciamento e menor engajamento com o bolsonarismo tradicional, abrindo espaço para a consolidação de pontes políticas com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

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