A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro decidiu manter o deputado Alfredo Gaspar na vaga de candidato a vice-presidente, segundo informações divulgadas pela colunista Letícia Casado, do UOL. A definição ocorreu após reunião de quase três horas entre integrantes do grupo político, apenas um dia depois do anúncio oficial da chapa.
De acordo com a publicação, a campanha descartou buscar um substituto e informou que as declarações sobre uma acusação de estupro de vulnerável levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) ficarão restritas à equipe jurídica. Os integrantes do grupo afirmaram que o nome já foi anunciado publicamente e que não aceitarão interferência de opositores na escolha. Conforme a colunista, a equipe avalia que “Lindbergh Farias não decide vice de Flávio Bolsonaro”.
Durante o encontro, os membros da campanha defenderam a idoneidade do parlamentar e declararam que ele não tem relação com os fatos apontados na acusação. Como o procedimento tramita em segredo de justiça, não há documentos públicos disponíveis para verificação. A confirmação afasta rumores sobre uma eventual entrada de Michelle Bolsonaro na chapa.
Na esfera judicial, a Polícia Federal solicitou ao STF autorização para instaurar inquérito sobre o caso. O ministro Gilmar Mendes solicitou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a abertura da investigação. Até o momento, Gaspar não consta formalmente como investigado no procedimento.
O deputado nega a acusação e alega ser vítima de perseguição política motivada por sua atuação como relator da CPMI do INSS. Ele afirmou ainda ter realizado exame de DNA para reforçar sua defesa jurídica.