PDT confirma apoio a Fernando Haddad em são paulo, mas articula indicação de suplente

Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Legenda busca vaga de suplente para Marina Silva ou Simone Tebet

O diretório paulista do PDT confirmou nesta sexta-feira, 24 de julho de 2026, seu apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O anúncio, realizado em um evento na Assembleia Legislativa, marca um passo significativo na formação da chapa majoritária para as próximas eleições estaduais. Contudo, a legenda mantém a articulação para emplacar um suplente em uma das vagas ao Senado Federal, adicionando uma camada de negociação à aliança.

A busca por uma vaga de suplente é estratégica, especialmente porque as postulantes ao Senado na chapa de Haddad são Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). Ambas possuem um histórico de atuação em cargos ministeriais, com Marina Silva tendo ocupado a pasta do Meio Ambiente e Simone Tebet, a do Planejamento. A possibilidade de um eventual quarto mandato do presidente Lula (PT) na Presidência da República poderia levá-las novamente à Esplanada dos Ministérios, o que tornaria crucial a definição dos suplentes, que assumiriam suas cadeiras no Senado caso as titulares vençam a disputa.

Nesse contexto, os pedetistas defendem a indicação de Antônio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, para uma das posições de suplente ao Senado. A proposta visa não apenas garantir representatividade ao PDT, mas também fortalecer a aliança política em torno da candidatura de Fernando Haddad. A movimentação reflete a busca do partido por maior influência e espaço dentro da coligação que se forma para as eleições paulistas.

Ao ser questionado sobre a demanda do PDT, Fernando Haddad não se comprometeu de imediato com a indicação de Antônio Neto, esclarecendo que a vaga ainda está em processo de negociação. O pré-candidato petista, ao chegar ao evento na Assembleia Legislativa, fez questão de ressaltar a importância do PDT em sua trajetória política e no cenário estadual. Ele afirmou: “Vamos fazer força para o PDT crescer em São Paulo. Aliás, eu sempre fiz. O PDT teve espaço no meu governo quando prefeito, e meu primeiro voto foi no PDT, em 1982”.

A definição final sobre a composição da chapa, incluindo a questão dos suplentes ao Senado, está prevista para ocorrer até o dia 4 de agosto. Enquanto essas discussões prosseguem, Fernando Haddad tem um compromisso agendado para o sábado, 25 de julho, quando deve formalizar a indicação do ex-ministro Márcio França (PSB) como seu candidato a vice-governador. Esses desenvolvimentos indicam a intensificação das articulações políticas e a consolidação das alianças na corrida pelo governo de São Paulo, à medida que os partidos ajustam suas estratégias para o pleito.

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