PF indicia ex-presidente do INSS e mais cinco pessoas em segundo inquérito sobre fraudes

Redação
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A Polícia Federal concluiu o segundo inquérito sobre um esquema de desvios envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, seis pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-presidente do órgão, Alessandro Stefanutto, que comandou a autarquia durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relatório final foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações deste segundo inquérito concentram-se em irregularidades associadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), apontada pela corporação como a principal entidade beneficiada pelo esquema.

Além de Stefanutto, a Polícia Federal indiciou Virgílio Ribeiro, ex-procurador-geral do INSS; André Fidelis, ex-diretor do órgão; Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da Contag; Thaisa Daiane, ex-secretária-geral da entidade; e Edjane Rodrigues Silva, ex-secretária da associação. A PF aponta o cometimento dos crimes de organização criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação.

No primeiro inquérito do caso, a corporação já havia indiciado Stefanutto e outras 47 pessoas. A apuração investiga o desconto de valores mensais de aposentados e pensionistas do INSS em nome de associações, em um esquema que teria desviado até R$ 6,3 bilhões.

O relatório deve ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão responsável por decidir se apresenta denúncia contra os envolvidos ou se solicita o arquivamento do processo.

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