Relatório da PF aponta Fábio Faria como elo entre Moraes e Vorcaro

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria atuou como intermediário para aproximar o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com informações de um relatório da Polícia Federal (PF).

Conforme mensagens extraídas do telefone de Vorcaro, Faria forneceu o contato do ministro ao empresário em dezembro de 2023 sob a identificação “Alexandre de Moraes BRASILIA”. Nos meses seguintes, o ex-ministro auxiliou no agendamento de reuniões. A PF identificou ao menos seis encontros entre o magistrado e o banqueiro entre fevereiro de 2024 e abril de 2025, sendo o primeiro deles realizado na residência de Faria com a presença dos casais.

O nome de Faria também consta em diálogos relacionados a um contrato de cerca de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O contrato vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Em março de 2024, Faria escreveu a Vorcaro a mensagem “O careca não pode atrasar”, apontada pela PF como alusão aos pagamentos dos honorários. A perícia técnica da polícia apontou ainda metadados que indicam alterações feitas por Moraes na minuta do documento antes da assinatura formal.

Fábio Faria tem 49 anos, é natural de Natal (RN), formado em Administração e filho do ex-governador Robinson Faria. Ele exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal pelo Rio Grande do Norte entre 2007 e 2023, licenciando-se entre junho de 2020 e dezembro de 2022 para comandar o Ministério das Comunicações no governo Jair Bolsonaro. Casado com Patrícia Abravanel, filha de Silvio Santos, Faria passou a atuar na iniciativa privada após deixar a pasta.

Em sua manifestação sobre o caso, Faria afirmou que mantinha relação com Vorcaro antes dos episódios citados e sustentou ter apenas indicado a banca jurídica após uma solicitação do empresário. O ex-ministro negou participação em tratativas financeiras, desconhecimento dos valores acordados e refutou a prática de irregularidades. As mensagens integram as apurações da PF e não configuram acusação formal ou condenação.

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