O pré-candidato à Presidência do Brasil, Renan Santos (Missão), anunciou que, caso seja eleito, sua gestão irá “brecar absolutamente tudo” em relação aos acordos envolvendo as terras raras. A declaração foi feita neste domingo (19), durante um encontro com apoiadores em Goiânia, Goiás, onde Santos enfatizou a necessidade de exigir a produção desses elementos estratégicos em território nacional.
A proposta de Renan Santos condiciona o acesso às reservas brasileiras de terras raras à transferência de tecnologia e à produção de componentes no país. O evento, que reuniu seus apoiadores, ocorreu em um pub localizado no Setor Bela Vista, na capital goiana. No entanto, o pré-candidato não detalhou especificamente a quais acordos ele se referia em suas declarações.
O contexto da discussão sobre terras raras no Brasil envolve a atuação de empresas como a mineradora Serra Verde, que opera de forma privada em Minaçu (GO). Esta empresa é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos de terras raras, que são cruciais para o desenvolvimento de tecnologias limpas, como veículos elétricos e turbinas eólicas, destacando a importância estratégica desses recursos.
Recentemente, a mineradora Serra Verde foi adquirida pela USA Rare Earth por um valor significativo de US$ 2,8 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 14 bilhões. Em sua fala, Renan Santos criticou a atual dinâmica do setor. “Hoje, quando se fala em terras raras, você tem grupos econômicos dos mais baixos, ligados a grandes bancos e a políticos se apropriando deles, e correndo para fazer negócio com os gringos. Eu, como presidente, vou brecar absolutamente tudo. O plano nacional de terras raras tem que passar necessariamente por um plano geopolítico que passe pela industrialização do Brasil”, afirmou o pré-candidato.
A visão de Renan Santos aponta para a integração de um plano nacional de terras raras com uma estratégia geopolítica mais ampla, visando a industrialização do Brasil. A discussão sobre a soberania e o controle da produção desses minerais essenciais para a transição energética e tecnológica global permanece um tema central no debate político e econômico do país, com a proposta do pré-candidato inserindo-se diretamente nesse cenário de busca por maior autonomia e desenvolvimento industrial.