O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou nesta segunda-feira (17) seu primeiro ato oficial de campanha com uma caminhada com mulheres na região central da capital paulista. A mobilização contou com a presença de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), candidatas ao Senado pela chapa.
Os participantes se reuniram na Praça da República e percorreram cerca de 400 metros até a frente do Theatro Municipal, onde foram realizados discursos em um carro de som voltados à militância presente.
Durante sua fala, Haddad abordou temas ligados à segurança pública e à valorização das forças policiais. “Eu sei que a maioria das mulheres hoje espera segurança do seu governador. Porque a coisa está atingindo patamares inaceitáveis. Do mesmo jeito que a gente quer que as professoras e enfermeiras sejam bem tratadas, nós precisamos valorizar a nossa Polícia Militar e Polícia Civil, que são servidores que precisam da gente porque não viram uma reivindicação atendida pelo governador Tarcísio”, afirmou o candidato.
Haddad também apresentou uma proposta para a criação de uma central integrada a serviços públicos com o objetivo de receber informações sobre suspeitas de agressões contra crianças e violência doméstica antes da formalização de denúncias. “Uma professora que identifica um comportam de uma criança não condizente com sua situação, alguma coisa que esteja perturbando ela, vai dar o nome da criança para uma central. Essa informação vai ser mantida em sigilo até que novas fontes ajudem a formar um quadro do que pode estar acontecendo. Aí o estado vai agir antes mesmo de ser provocado”, disse.
O candidato mencionou ainda episódios de intolerância e citou uma situação enfrentada por Marina Silva durante o trajeto. Segundo a ex-ministra, após se afastar do grupo principal para evitar aglomerações, ela foi abordada por um homem não identificado que segurou seu ombro e proferiu ofensas, sendo contido por assessores.
“Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na minha frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, eles estão fazendo isso o tempo todo com o Haddad e agora fizeram comigo. Eu espero e trabalharei muito pra que sejam casos isolados”, relatou Marina Silva a jornalistas.