Lula promete novos recursos para projeto de submarino nuclear para o Brasil

Redação
Colunista
3 leitura mínima
Créditos/Reprodução Internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu novos recursos para a conclusão do submarino de propulsão nuclear desenvolvido pela Marinha desde o início dos anos 2000. A declaração ocorreu durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, localizado em Iperó, no interior de São Paulo.

Na ocasião, o presidente acompanhou o início da montagem da seção nuclear do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), integrante do Programa Nuclear da Marinha. A tecnologia desenvolvida no local será aplicada na embarcação militar.

Lula recordou que esteve no mesmo centro em 2007, quando autorizou a liberação de R$ 1,4 bilhão para o projeto, e lamentou os contingenciamentos orçamentários ocorridos ao longo dos anos.

“Eu imaginava que depois daquela liberação, a gente não teria mais problema que ali o orçamento ia fluir de acordo com as necessidades para que tivesse continuidade na construção do nosso navio de propulsão nuclear, mas não aconteceu”, afirmou Lula.

O presidente completou sobre o impacto das restrições financeiras: “Hoje venho aqui e outra vez eu me deparo com a descontinuidade do orçamento. O orçamento da União, às vezes, tem que ser contingenciado. Muitas vezes, um ano tem 2, no outro ano você tem 1, no outro ano você tem 3, no outro ano você tem nada. Ou seja, isso não permite que dê uma sequência de continuidade para que a gente possa dizer vamos concluir o projeto daqui a tanto tempo.”

Para garantir o avanço do investimento, Lula declarou que pretende articular aportes com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com a Petrobras.

“O submarino é imperante para a nossa soberania, é importante para o nosso desenvolvimento tecnológico. O submarino é importante para gerar emprego qualificado para meninas e meninos que estudaram e se formaram e querem continuar produzindo a coisa no Brasil. O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia para dar e para vender”, destacou.

O chefe do Executivo defendeu ainda que o Brasil não deve andar de “cabeça baixa” nas relações exteriores e ressaltou o uso do enriquecimento de urânio para fins pacíficos, a exemplo da geração de energia.

A comitiva contou com a presença dos ministros José Múcio (Defesa) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Compartilhe este artigo