Lula promete combater facções no Rio de Janeiro sem ações pirotécnicas

Redação
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Lula com Eduardo Paes, Janja da Silva e crianças em ato de campanha no Rio

Durante ato de campanha realizado no estádio do Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu atuar para retirar facções criminosas dos territórios do estado e devolver essas áreas à população. Em seu discurso, o mandatário criticou operações com alto número de mortes e defendeu a recriação do Ministério da Segurança Pública.

“Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los. Vamos falar: a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, afirmou Lula, segundo informações do portal g1.

Segurança pública e PEC

A criação do ministério específico para a área foi condicionada pelo presidente à aprovação da PEC da Segurança Pública, proposta enviada pelo Poder Executivo que já obteve aprovação na Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado Federal. Lula destacou que, com a promulgação da matéria, planeja ampliar a capacitação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Atualmente, a execução direta do policiamento ostensivo e investigativo cabe predominantemente às administrações estaduais.

A manifestação do presidente ocorre após uma incursão policial nos complexos do Alemão e da Penha resultar em mais de 120 mortes em outubro, configurando a intervenção mais letal da história do Rio de Janeiro. A área da segurança tem sido objeto de avaliação negativa em levantamentos de opinião pública e tem recebido críticas de adversários políticos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No evento, que contou com a presença de aliados como o prefeito Eduardo Paes (PSD) e os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), Lula também criticou Flávio Bolsonaro devido à relatoria da PEC dos terrenos de marinha, alegando que o parlamentar busca privatizar praias — acusação que o senador nega.

Educação, defesa e minerais críticos

No segmento educacional, o presidente reiterou a meta de implementar o ensino em tempo integral nas instituições públicas e ampliar a rede de institutos federais. Lula mencionou a evolução do número de concluintes do ensino superior no mercado de trabalho e afirmou priorizar investimentos em educação em detrimento do sistema prisional.

Em relação à defesa nacional, defendeu o fortalecimento da indústria bélica interna frente ao cenário internacional. Ao citar os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Donald Trump, dos Estados Unidos, afirmou: “Eu vou investir em Defesa, vamos ter indústria forte. A gente não quer guerra, mas a gente quer dizer: ‘Não se meta com nós’”.

Por fim, ao tratar da disputa internacional entre Estados Unidos e China por terras raras e minerais críticos, Lula declarou que o Brasil estabelecerá parcerias com nações e companhias dispostas a transferir e desenvolver tecnologia no território brasileiro.

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