O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, solicitou que o governo da Rússia não realize ataques contra nenhum país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal.
O alerta ocorreu durante uma viagem surpresa a Moscou. Conforme interlocutores informados sobre o itinerário ouvidos pelo jornal, Ratcliffe declarou às autoridades russas que o país não deve testar a capacidade de reação da aliança militar por meio de uma ofensiva limitada contra um de seus membros.
A visita foi confirmada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. De acordo com o representante russo, o diretor da CIA se reuniu com membros da inteligência do país, sem encontro com Vladimir Putin, embora o presidente tenha sido notificado sobre os contatos.
Segundo o The Wall Street Journal, a iniciativa dos Estados Unidos decorre de novas avaliações de inteligência indicando que a liderança russa poderia tentar medir, nos próximos anos, a disposição da Otan para reagir a agressões. Entre os cenários projetados por analistas norte-americanos estão ataques cibernéticos e incursões terrestres em pequena escala, em meio ao contexto da guerra na Ucrânia e à redução nos estoques de determinadas munições de países ocidentais.
O presidente Donald Trump evitou detalhar a missão. Em entrevista concedida ao apresentador de rádio Glenn Beck, Trump classificou a viagem como “semirrotineira” e indicou que as conversas poderiam gerar resultados relacionados ao conflito na Ucrânia.