O número de mortos provocado pelas fortes chuvas e pelo colapso de uma geleira no Nepal subiu para 626, segundo atualização divulgada pela agência Reuters. O desastre causou inundações severas e destruição em diversas localidades do país.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, o governo nepalês solicitou cooperação internacional voltada a áreas técnicas especializadas. Entre as demandas prioritárias estão o resgate de pessoas que possam estar presas em túneis de usinas hidrelétricas, a recuperação de redes de transporte e comunicação e a identificação de corpos por meio de testes de DNA e ampliação da capacidade de refrigeração.
“Já fizemos pedidos por serviços especializados e assistência técnica em áreas onde não temos expertise e conhecimento técnico suficientes”, declarou Khanal à Reuters.
Socorristas resgataram vítimas em Chitwan e Nawalparasi, regiões situadas a cerca de 100 quilômetros do epicentro da tragédia. Segundo o chanceler, a infraestrutura hospitalar local opera sob forte pressão. “Mais corpos provavelmente serão recuperados desses locais onde hospitais estão sobrecarregados de corpos e não há geladeiras para armazená-los”, afirmou o ministro.
A força da enchente atingiu cidades próximas à fronteira com a China e causou danos severos a escolas, hospitais, estradas e usinas hidrelétricas. Cerca de duas dezenas de pontes foram destruídas. Diante do impacto no transporte e nas comunicações, o governo nepalês pediu a Índia e China a reabertura antecipada de rotas estratégicas.
Apesar dos apelos por apoio técnico, o Nepal dispensou o envio de equipes estrangeiras para operações gerais de busca e salvamento. Países como Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh haviam oferecido assistência de socorristas, conforme o Kathmandu Post. Khanal explicou que os profissionais locais já realizam os resgates convencionais: “Achamos que não há necessidade de repetição nisso”.
O Ministério das Relações Exteriores ressaltou que a assistência internacional será fundamental nas etapas posteriores de recuperação e reconstrução das áreas devastadas.