Uma série de pesquisas do instituto Quaest, divulgadas entre segunda-feira (24) e quinta-feira (27), mapeou o cenário da disputa presidencial de primeiro turno em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. De acordo com o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem na liderança isolada, fora da margem de erro, em sete estados cada um.
Em outros nove estados e no Distrito Federal, os dois pré-candidatos figuram em situação de empate técnico. O quadro de equilíbrio inclui os três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Cenário nos estados e regiões
Segundo os dados consolidados da Quaest, a distribuição de forças regionais apresenta o seguinte panorama:
- Vantagem de Lula (7 estados): Alagoas (44% a 29%), Bahia (50% a 17%), Maranhão (58% a 20%), Paraíba (50% a 21%), Pernambuco (54% a 19%), Rio Grande do Norte (54% a 20%) e Sergipe (53% a 19%).
- Vantagem de Flávio Bolsonaro (7 estados): Acre (42% a 25%), Espírito Santo (37% a 30%), Mato Grosso (43% a 26%), Paraná (41% a 23%), Rondônia (45% a 25%), Roraima (52% a 17%) e Santa Catarina (45% a 20%).
- Empate técnico (9 estados e DF): Amapá (36% a 33%), Amazonas (38% a 33%), Distrito Federal (28% a 26%), Mato Grosso do Sul (33% a 27%), Minas Gerais (31% a 30%), Rio de Janeiro (31% a 29%), Rio Grande do Sul (34% a 28%), São Paulo (30% a 29%) e Tocantins (37% a 32%).
O estado de Goiás foi o único em que um terceiro nome apareceu numericamente à frente: Ronaldo Caiado (PSD) registrou 32% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro, que marcou 27%. Lula aparece na terceira posição no estado, com 20%.
Dados metodológicos
A margem de erro estimada pelo instituto é de dois pontos percentuais para a pesquisa realizada em São Paulo e de três pontos percentuais nos levantamentos dos demais estados e do Distrito Federal. Até o momento, o instituto não divulgou pesquisas referentes aos estados do Ceará, Pará e Piauí.
Os dados apresentados não incluem cenários com Pablo Marçal (PRTB), cuja candidatura está sob avaliação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido à condição de inelegibilidade. Nos cenários testados com o candidato, seu melhor desempenho individual ocorreu em Mato Grosso do Sul, com 5% de menções.