Vitória eleitoral da extrema-direita alemã repercute entre autoridades da Europa

Redação
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Lideranças políticas da Europa manifestaram-se nesta segunda-feira (7) sobre a primeira vitória de um partido de extrema-direita em um pleito na Alemanha desde o término da Segunda Guerra Mundial. O resultado eleitoral foi registrado no estado da Saxônia-Anhalt, localizado no território da antiga Alemanha Oriental.

Com pouco mais de 2 milhões de habitantes, o estado teve a Alternativa para a Alemanha (AfD) como a força mais votada, conquistando quase 44% dos votos válidos. Com esse índice, a legenda assegurou 39 das 83 cadeiras do parlamento estadual, ficando a três assentos de atingir a maioria absoluta.

“É um mandato muito claro para governar. Este é o melhor resultado alcançado por qualquer partido na Saxônia-Anhalt desde 1990”, declarou o deputado representante da AfD na eleição. A sigla tem como bandeiras a deportação de imigrantes e o encerramento do apoio à Ucrânia.

Apesar do desempenho expressivo, a composição de um governo enfrenta entraves, visto que os principais partidos alemães rejeitam alianças com a AfD. Segundo o analista político Oliver Lembcke, o cenário representa um marco: “Não é simplesmente mais uma vitória para a AfD. Podemos ver uma mudança fundamental no sistema político”.

A União Democrática Cristã (CDU), legenda do primeiro-ministro Friedrich Merz, terminou a disputa em segundo lugar, com ampla margem de desvantagem. Merz avaliou que o desfecho das urnas envia uma mensagem direta ao continente e ao restante do mundo.

No âmbito internacional, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que a ameaça avança pelo território europeu. Na Itália, o resultado causou divisões no governo: o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini comemorou a vitória, enquanto o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, classificou o acontecimento como “péssima notícia”. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, não fez declarações a respeito.

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