Islândia convoca embaixador dos EUA após Trump publicar mapa com bandeira sobre a ilha

Redação
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O governo da Islândia convocou o embaixador dos Estados Unidos em Reykjavik após o presidente norte-americano, Donald Trump, divulgar uma imagem em que a bandeira estadunidense surge sobreposta ao território da ilha e a outras regiões. A postagem também engloba territórios de Canadá, México, Groenlândia, além de nações da América Central e do Caribe.

A primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, considerou o conteúdo um ataque à soberania das regiões exibidas. “É um insulto aos islandeses, canadenses e groenlandeses. Não há nada de engraçado ou normal em zombar da soberania dos Estados”, afirmou a premiê.

A publicação foi feita na rede Truth Social, em uma segunda-feira (7), desacompanhada de legendas explicativas ou de anúncios sobre medidas de política externa. Embora não configure uma declaração formal de anexação territorial, a imagem apresenta visualmente as áreas sob o símbolo norte-americano.

Diante do episódio, a ministra das Relações Exteriores da Islândia, Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, chamou o diplomata norte-americano Billy Long para formalizar o protesto de Reykjavik. De acordo com a chanceler, membros da equipe de Trump já haviam orientado autoridades locais a não interpretar as falas do presidente ao pé da letra, mas a encará-las com seriedade. “Na minha opinião, isso não é uma piada. E, se isso deveria ser uma piada, é uma péssima piada”, declarou Gunnarsdóttir.

A crise diplomática afeta dois parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Islândia não mantém Forças Armadas permanentes e está inserida no sistema de defesa coletiva do bloco militar. O país já reavaliava suas diretrizes de segurança diante de posicionamentos de Trump a respeito da Otan e da região do Ártico, além das pressões do líder norte-americano para assumir o controle da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.

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