A produtora cinematográfica Karina Gama, responsável pela produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem recebido sugestões de interlocutores para firmar um acordo de colaboração premiada com a Justiça, mas resiste à ideia. As informações são do portal Metrópoles.
Karina Gama e o deputado federal Mário Frias (PL-SP) foram alvos de uma operação da Polícia Federal em razão do repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora. Ela é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações que também foram abrangidas pela ação policial.
De acordo com a apuração, entre os interlocutores que recomendaram o acordo de delação estão lideranças religiosas. As conversas ocorreram com o avanço das apurações sobre as fontes de financiamento do longa-metragem. A produtora, contudo, afirmou a pessoas próximas que não tem fatos a delatar e sustentou que não cometeu qualquer ilegalidade nas atividades ligadas ao projeto ou às suas entidades.
A suspeita de desvio de emendas parlamentares destinadas à obra cinematográfica também é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No âmbito dessa apuração, o ministro André Mendonça homologou o termo de delação premiada de um empresário que repassou recursos para a produção de “Dark Horse”, obra que conta com a participação do ator norte-americano Jim Caviezel.